Nos tempos medievais, no Velho Mundo, os reinos possuíam a figura do Conselheiro do Rei. O Conselheiro exercia sua função muito próximo ao Rei, que recorria à sua sabedoria em todas as questões importantes ou que suscitassem as dúvidas reais.
“Qual a melhor época para plantar?; Qual a melhor estratégia de batalha?; Quando atacar o inimigo?; quando de impostos devia ser cobrado do povo?”. O Conselheiro do Rei precisava esforçar-se para agradar ao Rei – não só com palavras, mas também pelo acerto de seus conselhos. Disso dependia a continuidade de sua cabeça sobre seus ombros.
Era essa uma tarefa assaz difícil - Como aconselhar o Rei quanto às melhores decisões, sem deixar que suas palavras fossem tomadas como portadoras de infortúnios?!
Pois em um desses reinos, em preparativos para guerras de conquistas, o Rei convocou seu conselheiro para que opinasse obre as melhores táticas. Encontrando seu Senhor pronto para a partida, notou-lhe a falta da armadura – vestimenta apropriada para o caso em pauta. E aconselhou-o:
“Meu Senhor, deveis ornar-vos de vossa armadura, que assustará vossos inimigos e vos dará a proteção necessária nos embates que virão. Sem ela, podeis ser alvo de uma seta que vos atinja...”
Mas o Rei argumentou sobre o peso e o desconforto causado pela armadura. Nunca fora atingido em batalha; e não usaria a armadura. Isto dito, à frente das tropas seguiu para a contenda.
Pouco demorou e volta o Rei, carregado por seus soldados, em fuga para proteje-lo. Ferido e humilhado com certeira flechada que, procurando-o pela retaguarda, atingiu-o nos glúteos reais, como se fora as botas do inimigo em seu Soberano Traseiro!
Com os olhos irados e a boca a espumar raiva, ordenou, de imediato, o aprisionamento do Conselheiro Real e o corte “bem rente”, da sua cabeça. E, assim, ficou vago o cargo de Conselheiro Real, até que alguém se habilitasse ou fosse convocado... O bom-gosto ou a contragosto!
Já naquela época, as autoridades valiam-se de consultores para resolver tarefas e situações para as quais não tinham tempo e/ou o conhecimento necessário. E ainda hoje, como naquela época, as autoridades organizacionais culpam seus conselheiros pelas flechadas que levam nos traseiros, simplesmente por não vestirem as “armaduras” que lhes são aconselhadas por seus consultores.
Ao contratar uma consultoria, não ponha a perder. Pense nisto. Macktub!
Antonio Haele Arnaut, Consultoria em Sistemas de Gestão da Qualidade
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